Arquitetura
Estúdio Módulo
Autores
Marcus Vinicius Damon, Guilherme Bravin, Érica Tomasoni
Colaboradores Concurso
Alessandra Figueiredo, Helena Langsdorff, Isabella Jodas, Isabela Stamm, Jéssica Pessatti, João Tegoni, Laura Tomiatti, Lúmina Kikuchi, Maria Bourbon, Raisa Parada, Rakel Reis, Stephany Souza
Parceiros
Arte-Fato (consultoria de operações), Gabriela de Matos (consultoria de curadoria e expografia), Guilherme Tanaka (maquete), Gustavo Lanfranchi (consultoria de arquitetura cênica), LD Studio (consultoria de uminotécnica), Marata Engenharia (consultoria estrutural, instalações e bombeiros), Nitsche PV (comunicação visual), Oficina2mais (consultoria de paisagismo), Priscila Fecher (consultoria projeto legal) Sabrina Aron + Miti Sameshima (consultoria de interiores), Voile Gerenciamento (gerenciamento, coordenação, compatibilização e orçamentos), Zapp Elevadores (consultoria de elevadores e de escadas rolantes)
Organização
Fundação Itaú
Local
Av. Paulista, São Paulo, SP
Programa
Exposições, teatro, auditório, salas multiuso, eventos, escritórios, café, loja
O concurso fechado para a escolha do projeto da Nova Sede do Itaú Cultural teve início com a seleção de seis escritórios de arquitetura. A nossa proposta selecionada como vencedora apresenta uma edificação que busca estabelecer uma relação intensa com a cidade, tanto visualmente quanto por meio da fruição, quase como uma continuidade do espaço urbano.
Implantado na Avenida Paulista, o projeto se insere em um dos mais intensos e simbólicos eixos urbanos da cidade. A proposta parte do reconhecimento da Paulista como espaço de fluxo, diversidade e manifestação cultural. O edifício busca dialogar com a avenida, estabelecendo uma relação de continuidade entre o espaço público e o interior da Nova Sede do Itaú Cultural.
A complexidade do terreno somada às condicionantes urbanísticas, que delimitam recuos e limites de ocupação foram incorporadas ao processo projetual como instrumentos de desenho, orientando soluções que conciliam conformidade técnica e qualidade espacial, ao mesmo tempo em que potencializam a abertura do edifício para a cidade.
A fachada é concebida como um sistema leve, dinâmico e mutável. Uma pele de brises brancos filtra a luz e revela, de forma gradual, a presença da cor nos planos internos, ativada pelo deslocamento do observador.
De longe, percebe-se o ritmo dos brises brancos, as compensações compositivas do desenho e os recortes que revelam parte do interior do edifício. Ao se aproximar da fachada da Av. Paulista, são revelados os terraços e as cores das escadas em tom terracota, tonalidade que evoca o caráter artesanal da arte popular brasileira. Nas vistas oblíquas e laterais, a fachada surpreende pela dinâmica cromática que se manifesta por trás dos brises, tornando o edifício uma espécie de obra de arte cinética.
A composição busca articular o legado da arte concreta brasileira, soluções de alta tecnologia com caráter sustentável e referências à arte popular, estabelecendo um diálogo entre precisão construtiva, desempenho ambiental e expressão cultural.